O Oportunidades e Desafios

Crónica de Armando Fernandes na rádio Mais Oeste
Segundas-feiras às 8:55, 11:55, 14:55, 17:55, 21:55, 1:55 e 4:55.



radio

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Inquérito - A sua avaliação do seu negócio


Inquérito - A sua avaliação do seu negócio 

Através deste inquérito terei a oportunidade de conhecer melhor como interpreta o seu negócio, e assim ficar a conhecer as suas ansiedades e desafios.

 Responda a cada questão com os números de 1 a 7, Sendo 1 a classificação de que não se verifica e 7 há uma verificação absoluta, Os números intermédios correspondem ao grau de apreciação que faz.

 Escolha aquela que melhor se adapta à situação da sua empresa ou negócio. Depois de responder enviar-lhe-ei o resultado num período de 24 horas.



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Torres Vedras (28 de janeiro a 11 de março de 2013)

Exmo. Sr. Empreendedor


A primeira frase que quero passar é o Testemunho da Drª Maria Virginia Melicias da Empresa Serena Idade -participou na 4ª Edição Março 2012 

"Quero recomendar o Armando Fernandes, pela qualidade dos seus serviços de coaching a empresas e empresários e pelas suas formações, que considero muito positivas. Especificamente, a Formação Formar para o Empreendorismo, que me permitiu olhar para a minha empresa de uma nova forma, ajudou a organizar ideias, definir objectivos e estabelecer estratégias adequadas à empresa e à conjuntura. Considero que foi, efectivamente, bastante positiva e recomendo vivamente". 
           A Iniciativa Formação para Empresários tem como objectivo reforçar as competências empreendedoras através da realização de formação e coaching (treino) para que consigam ser melhores resultados profissionais e pessoais.
           Armando Fernandes, tem uma elevada experiência na formação e coaching de negócios e acredita que com esta iniciativa irá contribuir para melhoria da rentabilidade, das vendas, da gestão das pessoas nas empresas participantes 
O êxito atingido por empresários que frequentaram essas formações nos anos 2009 e 2010, são a principal garantia desta metodologia de Formação e Treino.
Obrigado pela confiança
Armando Fernandes
Consultor de Negócios
PROGRAMA

Primeira Sessão - O Objectivo - A Liderança
 - Se não sabe para onde vai como você vai lá chegar?
 - Auto-Emprego e empreendedorismo!
 - Também se aprende a liderar!
 - Controle o Destino da Sua Empresa.

Segunda Sessão - Marketing
 - Você aprenderá a gerar contactos.
 - Depois desta sessão você aprenderá a efectuar a sua própria campanha de marketing,
 - Como colocar os clientes a gostar de si.

Terceira sessão - Vendas
 - Aprenda a ser um profissional de Vendas.

Quarta Sessão - Equilíbrio Financeiro
 - Aprenda a controlar os seus fluxos de Tesouraria.
 - Aprenda como rentabilizar a sua empresa.
 - Construa um Painel de navegação.

Quinta Sessão - Gestão de Pessoas
 - Como contratar as pessoas certas.
 - Motivar para atingir objectivos.
 - Gerir pelo Positivismo.

Sexta Sessão - Construa o seu Plano Estratégico
 - Para que serve o planeamento.
 - Como Planear.
 - Construção do seu Plano.

CALENDÁRIO


INTERVENÇÃO

A intervenção é destinada a empreendedores que independentemente do seu nível de escolaridade sintam necessidade de conhecer e aprender novas técnicas de organização e gesta do seu negócio.

A conclusão desta formação vai dar-lhe um conjunto de competências aplicáveis de imediato e com resultados efectivos no desenvolvimento do negócio.

O limite de formandos por sala é de 12, para assim ser mais fácil a comunicação e a transmissão de conhecimento.

São realizadas 5 sessões de formação de 3h em sala de formação e
três dias depois de cada sessão de formação, será agendada uma sessão de trabalho de 1 hora com cada participante para acompanhar o processo de assimilação dos conteúdos e a apoiar a sua implementação.

Temas das 5 sessões


  1. O Objectivo - A Liderança
  2. Marketing
  3. Vendas
  4. Equilíbrio Financeiro
  5. Gestão de Pessoas
A sexta sessão - Construa o seu  Plano Estratégico, será de 4 horas
Depois da sexta sessão - Construa o seu Plano Estratégico - será agendada uma sessão de trabalho 2h30m com cada empresa participante para ajudar a concluir o Plano Estratégico


MAIS INFORMAÇÕES
Para esclarecimentos:
Telefone: 261 100 003 Fax: 261 100 006 Tlm: 934 515 241
Correio electrónico: armando.fernandes@net.novis.pt


O preço da formação é de 700€ + IVA. 
2ª Pessoa da mesma empresa ou um amgo 50% desconto


Lugares limitados (12)



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sobre refeições de negócios – refeição/reunião ou reunião/refeição

Sobre refeições de negócios – refeição/reunião ou reunião/refeição


Numa das últimas workshops sobre vendas que ministrei um dos formando levantou a questão da postura e atitude a termos quando realizamos refeições de negócios e respectivas vantagens e desvantagens!
Iniciei o debate lançando algumas perguntas e depois fomos desenvolvendo o tema.
         Antes de fazermos uma reunião devemos ter objectivos bem definidos, e perceber se retiramos algum proveito do investimento de tempo e dinheiro na refeição. 
Se queremos levar o cliente para fora do seu ambiente de trabalho e colocá-lo num clima de descontracção e de relaxamento onde consigamos estar numa relação de igual para igual,
Se queremos encontrar pontos comuns para criar maior empatia e compreensão, alinhando aspectos de interesse comum (gastronomia, vinhos, etc.)
Se queremos criar uma relação favorável e influenciadora do processo de decisão.
Realizar um refeição de negócios pode ser rentável mas para obtermos esse resultado temos de organizá-la bem.

Uma refeição de negócios  deverá  ser entendida como um trabalho de produção de influências, deve ser organização com precaução assente numa ou em várias estratégias.
Por isso o treino das nossas capacidades auditivas é fundamental para os resultados finais! Temos de  estar preparados para Ouvir, Ouvir e continuar a Ouvir, fazendo algumas perguntas abertas que direccionem a conversa e os temas para os nossos objectivos. 

          Antes da marcação da refeição/reunião, há que efectuar algum trabalho de casa, devemos  recolher informações sobre os gostos do cliente, pois serão o “sal” para a manutenção de conversas cúmplices, onde possamos criar um clima de simpatia e compreensão mútua.

Temos de controlar a reunião e por isso temos de ser nós a escolher o local. Devemos também confirmar com antecedência da disposição do convidado a frequentar esse local. Temos de ser precisos na marcação da data e hora, e no local temos surpreender pela positiva.

Ainda antes da refeição devemos saber com antecedência se existem problemas profissionais que podem ser apresentados na refeição, para não sermos surpreendidos. Estes problemas devem ser sempre, que tal for possível ser, debatidos antes ou fora da refeição.

Um dos formandos presentes perguntou-me se deveria  um  cliente importante que conhece à pouco tempo para uma refeição. Respondi-lhe que eu em principio não realizaria esse convite sem conhecer um pouco mais do cliente, pois gosto que o convite pareça algo original e subsequente a uma relação profissional que necessita de construir alinhamentos e sintonias, e não como uma forma de pressão ou “lobie”.  

Também discutimos se no decorrer de negociações mais prolongadas deveríamos realizar refeições e depois de algumas sugestões concluímos, que deveríamos preparar a refeição em função de objectivos e da fase da refeição.

Então efectuei uma actividade de grupo com todos os presentes e foi apresentada a seguinte metodologia para o desenvolvimento de uma reunião de negócios.
·        Inicio – Distribuição dos lugares e escolha dos pratos de acordo com as preferências
·        Entradas – nesta fase da refeição seria o memento de levantar os problemas e pontos de interesse
·        Prato principal – neste momento devemos fazer sínteses, propostas,  apresentar as vantagens Sobremesa – falar de algumas observações e objecções a tratar.
·        Café – finalização da refeição e da reunião.

Esta metodologia que desenhamos poderá resultar, no entanto pareceu-me demasiado sistémica, e por isso poderá transformar a refeição num desastre ea reunião num fracasso. A magia da refeição pode e deve ser orientada para dar alento a uma relação profissional
Depois de ter colocado esta objecção tivemos um debate intenso, e alguns dos presentes sugeriram que deveríamos falar dos temas de negócios no fim da refeição.
Alertei então para dois tipos de risco para essa solução:
1º O de  haver já algum álcool e vinhos à mistura, e os resultados serem perfeitamente imprevisíveis!
2º Sendo tarde e havendo outros compromissos, dá-se um adiamento e temos uma reunião sem resultados.

Encaminhei então a sessão com o seguinte desafio – Vamos criar uma estratégia para a nossa próxima Reunião / Refeição substituindo o que fazemos actualmente a Refeição/reunião. E concluímos:
1ª Antes de nos sentarmos tentamos acordar e alinhar o desenvolvimento da reunião e da refeição de negócios, para que possamos usufruir do processo de degustação. É fácil e rápido este alinhamento é pois há necessidade de encomendar a refeição.
2º Inicia-se a abordagem das situações a falar e a negociar, que devem ser interrompidas quando chegam os pratos. Nota: uma boa organização e orientação dos temas a falar poderá  permitir um bom avanço no momento da escolha dos vinhos.

3º Interromper o  tema durante a refeição e deverá ser um momento de socialização profissional  onde devemos colocar algumas perguntas abertas para conhecemos melhor o nosso interlocutor e a sua empresa, induzindo-o a falar de situações positivas e da sua vida pessoal e profissional e tentar perceber os seus desejos para o futuro. (ex: êxitos, desejos, passatempos, informações sobre a empresa, etc.).  Nota: Mostrar muito interesse e ouvir atentamente,  pois todas as pessoas tem necessidade de ser ouvidas.

4º Após a refeição e quando espera pela sobremesa tentar fechar o processo da reunião, deixando para os café uma síntese da reunião e a definição dos próximos passos.

Já passaram 6 meses da realização desta formação e o feedback que recebi dos formandos é que começaram a estar mais atentos à organização das Reuniões/Refeição, tinham deixado de fazer Refeição/Reunião e em alguns casos fizeram só Reunião estavam também a conseguir mais e melhores resultados!

Armando Fernandes
Business Coach  

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Já se nasce vendedor?

Já se nasce vendedor?


Num artigo que coloquei neste blog  sobre o tema  “Vender –  Procuro um conceito!” escrevi que “… vender hoje é um processo, altamente profissional, rigoroso, estruturado, e apoiado por um colectivo dotado de conhecimentos multidisciplinares e científicos, que os usam para ajudar outros a comprar!”
Também apresentei  noutros artigos algumas ideias sobre Clientes,
Hoje vou falar um pouco de Vendedores.
Há uma ideia de que “vender é um dom natural” e que é inato, e que não se aprende a vender.
Outras pessoas dizem que organização e métodos de venda se destinam a preparar aqueles que não estão predestinados a serem vendedores.
Tenho realizado muitos processos de selecção de vendedores e já fiz mais de 500 entrevistas a candidatos a vendedores em 14 processos de recrutamento e só consegui encontrar 5 pessoas com elevadas capacidades para vender, e 28 com capacidades suficientes.
Acompanhei  o processo de integração de alguns destes vendedores nas empresas e por isso alterei o meu ponto de vista relativamente a vendedores eficazes e com resultados.
Pois ajudei a implementar métodos de vendas eficazes que estas pessoas ajudaram a edificar e integrei-as. Os resultado forma muito positivos pois mais de 60% melhoraram as suas capacidades comerciais e realização mais em melhores vendas.
Quando estou a dar formação costumo perguntar ao auditório que características mais importantes deverá ter uma pessoa para ser bom vendedor?
Quase todos me indicam a facilidade de expressão com característica fundamental para comunicação.
Acredito que é uma característica a tomar em conta, no entanto o que normalmente acontece às pessoas com este tipo de características é que têm dificuldade em ouvir. E quem não ouve o seu interlocutor não pode ser um  bom vendedor!
Também costumam afirmar que a arte de vender é um dom inato! Será?
Não me parece e por isso costumo lançar um debate entre os formando para conseguirmos em primeiro lugar descobrir quais as qualidades de um vendedor.
Numa das últimas workshops concluímos que um vendedor deveria ter as seguintes qualidades;
·         Saber ouvir;
·         Compreender;
·         Empenho em ajudar o cliente a comprar;
·         Envolvimento com o cliente e com a empresa;
·         Dedicação;
·         Regularidade;
·         Fiabilidade;
·         Honestidade
·         Coerência
·         Consistência
·         
Estas qualidades ultrapassam a facilidade de expressão e argumentação e não são inatas!
Considerando o conceito de venda com que iniciei este artigo um bom vendedor é aquele que consegue interagir e criar empatia com o cliente, e para isso qualquer pessoa desde que esteja interessada em sociabilizar pode ser um bom vendedor, e para se tornar num bom vendedor com formação e treino pode melhorar as suas competências, aperfeiçoar a sua experiência e mudar os seus paradigmas para realizar a transformação pessoal que o torne idêntico aos 5 vendedores que encontrei nos processos de recrutamento.
Por acreditar, e prestar formação e treino em metodologias para melhorar as competências das pessoas que querem ser vendedores entendo que um bom vendedor não é inato!

Armando Fernandes
Business Coach

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Reuniões e Gestão do Tempo

Participo em muitas reuniões e verifico que há algumas são muito produtivas outras são uma grande seca.

Há reuniões que uma perda de tempo, outras que saímos iludidos, no entanto há algumas reuniões onde conseguimos atingir os nossos objectivos.

Num pequeno inquérito que realizei a 23 clientes que participaram nos meus seminários sobre gestão de reuniões retirei os seguintes resultados:

  • 62% das reuniões eram improdutivas;
  • 38% das reuniões realizadas não eram necessárias;
  • 72% dar reuniões duravam muito mais que o tempo necessário;
  • 48% do tempo dos Gerentes e Directores eram usados em reuniões;
  • 82% Nunca tinham efectuado o cálculo do preço de uma reunião;

Pensando na informação de que 48% do tempo de um Gerente é dedicado a reuniões e de que 62% das reuniões eram improdutivas. Efectuei os seguintes cálculos:

  • Para 40 horas de trabalho semanal
  • Se for ocupado 48% do tempo em reuniões, semanalmente um Gerente ocupará 19h12m em reuniões.
  • Se 38% das reuniões realizadas não eram necessárias, quer dizer que são dedicadas 7h17m por semana em reuniões que podiam ser evitadas. Isto é um dia por semana.
  • Se 62% destas 19h12m são improdutivos, correspondem a 10h54m por semana em “trabalhar para o boneco”. Este valor vezes 48 semanas de trabalho correspondem a cerca de 523 horas por ano, representando 63,4 dias úteis por ano.

CONCLUSÃO DESTES CALCULOS


UM DIA POR SEMANA A FAZER REUNIÕES DESNECESSÁRIAS!


QUASE 3 MESES POR ANO A FAZER REUNIÕES IMPRODUTIVAS!


Por isso adquirir competências sobre gestão de reuniões é demasiado importante para os nossos resultados como empreendedores.
  • Saber organizar uma reunião!
  • Saber criar e dominar um grupo e a sua dinâmica!
  • Saber criar regras de conduta para a reunião!
  • Saber comunicar com as pessoas presentes na reunião!
  • Saber controlar o tempo da reunião!
  • Saber efectuar reuniões proveitosas!

Workshop Como fazer reuniões? (28 de agosto) - últimas inscrições


Workshop
Como fazer reuniões?

Destinado a:
Pessoas que queiram melhorar a sua produtividade
Empreendedores
Dirigentes e Coordenadores Grupos de Pessoas


terça-feira 28 de Agosto de 2012
Das 17h05m às 21h15m
Consultório de NegóciosRua Adriano Correia de Oliveira lote 21Bairro Vila Morena2560-619 Torres VedrasTemas a abordar:
  • No País das reuniões;
  • Como comunicar numa reunião;
  • Para que serve uma reunião;
  • Avaliar uma reunião;
  • Reuniões Internas;
  • Reuniões externas;
  • Aprenda a participar nas reuniões;
  • Como realizar uma reunião produtiva;
  • Como vender numa reunião;
  • Depois da reunião
 Objectivos:Aprender a organizar, e realizar reuniões

Preço70,00€ + IVA


Oferta:
Desconto de 50% na inscrição de segunda pessoa, 

Desconto de 75% na inscrição  da terceira pessoa

Para mais Informações:
Armando Fernandes — Business Coach
Certificado de Formador nº EDF 469102/2008 DL
Tlf: 261100003
Fax: 261100006






quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Próximas Workshops para Empreendedores

Seminários e Workshops para
EMPREENDEDORES
e seus colaboradores



Como fazer reuniões?
terça-feira 28 de agosto de 2012 das 17h05m às 21h15m


 

 

 


Gestão e organização do Tempo
terça-feira 4 de setembro de 2012 das 17h05m às 21h15m

Gestão de Empresas Familiares
terça-feira 11 de setembro de 2012 das 17h05m às 21h15m

Como fazer uma prospeção. O funil das Vendas
sexta-feira 18 de setembro de 2012 das 17h05m às 21h15m

Como criar e dirigir uma Equipa de Vendas
terça-feira 25 de setembro de 2012 das 17h05m às 21h15m


EM TORRES VEDRAS

Consultório de Negócios
rua Adriano Correia de Oliveira
Bairro Vila Morena lote 21


Traga um amigo ou parceiro de negócios! Descontos para mais de uma inscrição!

Para mais Informações:

Tlf: 261100003; Fax: 261100006; Tlm: 934515241
armando.fernandes@net.novis.pt
www.personal-business-coach.pt
Blog http://itaca-pensamento.blogspot.com


Armando Fernandes
Coaching e Consultoria para apoio a Empresários


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Centro Histórico de Torres Vedras - Conjunto de 4 artigos publicados no jornal Badaladas


ACTIVIDADES ECONÓMICAS NO CENTRO HISTÓRICO DE TORRES VEDRAS
(artigo de reflexão após debate realizado pela Associação para a Defesa do Património de Torres Vedras “mais vida no centro histórico”

Centro Histórico de Torres Vedras – “Torres ao Centro”

 “Loucura é fazer o mesmo de sempre e esperar resultados distintos” (AA)
Apresento a perspectiva de um Business Coach (Treinador Empresários) sobre o papel dos diversos agentes económicos na dinamização do Centro Histórico de Torres Vedras.
O trabalho de treino de empresários, permitiu-me contactar com muitas realidades e ajudar empreendedores a arranjar estratégias para melhorarem os seus negócios. Daí ter vários artigos publicados no meu blogue http://itaca-pensamento.blogspot.com, e outros publicados em jornais e revistas de outros concelhos e Associações Empresarias.
            Deste modo, quero simplesmente contribuir para uma reflexão e debate, uma vez que estão a decorrer na nossa cidade um conjunto de intervenções urbanísticas de fundo, com o envolvimento expresso da Autarquia, da Comunidade e dos Agentes Culturais.
Porém, considero que não é tão visível o envolvimento Empresarial, nomeadamente o Sector Comercial, e constato que:
·         a sociedade de consumo e o comércio nunca estiveram tão desenvolvidos como estão actualmente;
·         o comércio desenvolveu-se nos últimos anos com novos agentes que afunilaram a concorrência e alargaram a oferta (grandes superfícies);
·         o comércio electrónico está em franco desenvolvimento
·         a crise financeira internacional e os seus reflexos no nosso país levaram a uma diminuição do rendimento disponível das famílias, estando o consumo a diminuir
·         o comércio tradicional, que está em crise há mais de 20 anos, não conseguiu responder a estas transformações e foi apunhalado pelas costas através de politicas  de desenvolvimento urbano seguidas nas últimas 5 décadas. 
Considero a actividade empresarial, assim como a fixação de residentes, estratégias fundamentais para a revitalização dos centros históricos. Por isso, entendo que deverão ser criados novos paradigmas que permitam a viabilização de antigos e novos negócios nestes locais.
Acredito também que cada empresário deverá usar a sua inteligência e energia para se concentrar efectivamente no que é importante e estratégico para si, em vez de apresentar razões de culpabilização e abdicação.
O facto é que quando pergunto a um comerciante como exerce a sua participação cívica a resposta é que não tem tempo, e fala da Autarquia e das Associações como sendo Eles (Pronome pessoal – 3ª pessoa, plural) em vez de eu ou nós (Pronomes pessoais – 1ª pessoa).
Percebo a apreensão que têm sobre o presente e o futuro dos seus negócios, culpando o Mercado, o Estado, as Grandes Superfícies, a Autarquia, a crise, as opções de compra das novas gerações, pela actual situação.
 Considero pois que a primeira atitude é pôr estes empreendedores a pensar em colectivo e abandonar o “muro das lamentações” ocasionado pelos infortúnios. 
O Comércio Tradicional não tem as mesmas armas que as grandes superfícies, no entanto deve modernizar a sua gestão, a sua organização, tornar a actividade mais profissional e fazer aquilo que é fundamental: estar junto das pessoas para encontrar as suas necessidades e satisfazê-las.
Existem algumas acções simples, que não necessitam de grandes investimentos e podem gerar mais negócios no comércio tradicional, e que têm a ver com a relação personalizada com os clientes
Os desafios são enormes e há necessidade de um enorme envolvimento social onde deverão ser alinhados os objectivos dos Residentes, Autarquia, Empresários, Associações Empresariais e Culturais.
Sobre o papel de cada uma destas entidades irei debruçar-me nos próximos três pontos deste artigo.

 Um Centro Comercial e Cultural a Céu Aberto – O Papel da Autarquia
“A maioria das pessoas não planeia fracassar, fracassa por não planear.” John L. Beckley
As Autarquias têm um papel muito importante no desenvolvimento dos centros históricos. A Câmara Municipal de Torres Vedras está a implementar um processo de mudança com o programa «Torres ao Centro», assente em processos de reabilitação urbana e criação de espaços pedonais, integrando espaços sociais e culturais. 
Este processo irá transformar o Centro Histórico. Esta transformação deverá ser orientada para a promoção do uso e vivência deste espaço. Por isso entendo que há que atrair novos habitantes, novos negócios, novos visitantes e novas actividades.
Assim, passo a enumerar algumas acções que poderão atrair as pessoas. Algumas já estão previstas nos planos de alguns intervenientes.

Assim, por iniciativa das Autarquias (Câmara e Juntas de Freguesia) é possível:
·         Desenvolver a marca “Torres ao Centro”
·         Criar espaços estacionamentos;
·         Pôr a funcionar transportes adaptados às condições do local;
·         Incrementar uma política de recuperação de habitações;
·         Implementar politicas de alojamento de pessoas nos centros históricos e comercias;
·         Impedir a saída de serviços da Administração pública e Serviços Públicos das zonas centrais e históricas e promover a recolocação daqueles que foram de lá retirados;
·         Beneficiar com taxas e impostos municipais mais reduzidos, quem reside e tem actividade no centro histórico;
·         Apoiar actividades de animação desenvolvidas no centro;
·         Estabelecer parcerias com Associações Culturais e Empresariais para a realização de actividades regulares e calendarizadas de atracção de visitantes 
·         Manter a Feira Rural;
·         Facilitar os mecanismos burocráticos e económicos na implementação de novos negócios;
·         Estudar e promover – com as Associações Empresariais – espaços dedicados a actividades similares (Ex: zona de sapatarias, zona de restauração, etc.).
·         Apoiar criação de empresas e serviços de apoio social e do sector de saúde e bem-estar na zona histórica;
·         Identificar factos de interesse da história local e promover uma actividade anual no Centro Histórico para trazer mais pessoas.
·         Fundar – em parceria – uma «Incubadora de Negócios», para a instalação de novas actividades, como por exemplo:
o    Negócios de Arte;
o    Negócios nas áreas da Inovação e Design;
o    Negócios Web;
o    Escritórios virtuais;
o    Centros de domiciliação de actividades;
o    Empreendedorismo jovem (com protocolos com Universidades);
o    Indústria de Serviços que se possa deslocar para a zona histórica (Bancos, Companhias de Seguros)

Por iniciativa das Associações Culturais e Empresariais é possível:
·         O envolvimento com a Marca “Torres ao Centro”;
·         A criação do Cartão “Torres ao Centro” com benefícios para quem o use no comércio e actividades culturais lá instaladas;
·         O estabelecimento de parcerias com outras Associações Culturais, Associações Empresarias, Sindicatos, Associações Sectoriais, e Empresas, a fim de partilharem os processos de comunicação e marketing e gerarem mais sinergias para trazerem pessoas ao Centro Histórico. 
·         A ligação do sector da cultura com o meio empresarial para trazer pessoas;
·         O envolvimento com o sector social para apoiar e trazer mais pessoas;
·         A construção de planos de actividades capazes de garantir o equilíbrio financeiro das Associações;
·        A implicação do tecido cultural, tendo em conta as incubadoras de negócios e o empreendedorismo;
·         Os Jovens frequentam o centro histórico de Torres à noite. É possível atrair jovens durante o dia criando espaços e actividades para o empreendedorismo jovem;
·         O comprometimento de associações de outras localidades, gerando intercâmbios;
·         O apoio à autarquia na criação de espaços dedicados a actividades similares;
Todos sabemos que a gestão das grandes superfícies são efectuadas de forma profissional e integrada por uma só entidade ou por uma empresa que gere um condomínio. Tal gestão tem simplesmente um objectivo: atrair clientes.
Gerir uma cidade, nomeadamente um Centro Histórico, é deveras mais difícil, pois os intervenientes têm objectivos muito dispersos e a dificuldade em se concentrarem no essencial que é trazer cada vez mais pessoas ao Centro! 
Considero pois que só haverá VIDA no «Centro Histórico de Torres Vedras» se houver um alinhamento dos objectivos de todos intervenientes, orientado estrategicamente para transformar «Torres ao Centro» num Centro Comercial e Cultural a céu aberto.

O Papel dos Comerciantes e dos Agentes Culturais
“A maioria das pessoas não planeia fracassar, fracassa por não planear.”  John L. Beckley
Há que planear, sim. Mas há que pôr mãos à obra, concertando posições, gerindo com sabedoria recursos financeiros, sensibilizando e convocando para cada problema os sectores e os agentes respectivos. O Centro Histórico é um mar de problemas acumulados de todo o tipo, sobretudo económicos e sociais, e não resolúveis numa só geração. Por isso mesmo é preciso planear, e planear não deixando ninguém de fora. Caberá naturalmente ao poder político o seu papel próprio e decisivo, porque nossos legítimos representantes. Mas a comunidade, no seu todo, não deve ficar alheia, nomeadamente o tecido empresarial e associativo
 Na sequência da sistematização anterior em que foram elencadas algumas acções que ao poder político caberia olhar com atenção e pensar com firmeza, passo a enumerar um conjunto de sugestões – dirigidas ao sector cultural e empresarial – que poderão atrair as pessoas ao Centro Histórico a fim de acelerar a sua regeneração.
Neste sentido, e por iniciativa das Associações Culturais e Empresariais é possível:
·         O envolvimento com a Marca “Torres ao Centro”;
·         A criação do Cartão “Torres ao Centro” com benefícios para quem o use no comércio e actividades culturais lá instaladas;
·         O estabelecimento de parcerias com outras Associações Culturais, Associações Empresarias, Sindicatos, Associações Sectoriais, e Empresas, a fim de partilharem os processos de comunicação e marketing e gerarem mais sinergias para trazerem pessoas ao Centro Histórico. 
·         A ligação do sector da cultura com o meio empresarial para trazer pessoas;
·         O envolvimento com o sector social para apoiar e trazer mais pessoas;
·         A construção de planos de actividades capazes de garantir o equilíbrio financeiro das Associações;
·        A implicação do tecido cultural, tendo em conta as incubadoras de negócios e o empreendedorismo;
·         Os Jovens frequentam o centro histórico de Torres à noite. É possível atrair jovens durante o dia criando espaços e actividades para o empreendedorismo jovem;
·         O comprometimento de associações de outras localidades, gerando intercâmbios;
·         O apoio à autarquia na criação de espaços dedicados a actividades similares;
Todos sabemos que a gestão das grandes superfícies são efectuadas de forma profissional e integrada por uma só entidade ou por uma empresa que gere um condomínio. Tal gestão tem simplesmente um objectivo: atrair clientes.
Gerir uma cidade, nomeadamente um Centro Histórico, é deveras mais difícil, pois os intervenientes têm objectivos muito dispersos e a dificuldade em se concentrarem no essencial que é trazer cada vez mais pessoas ao Centro! 
Considero pois que só haverá VIDA no «Centro Histórico de Torres Vedras» se houver um alinhamento dos objectivos de todos intervenientes, orientado estrategicamente para transformar «Torres ao Centro» num Centro Comercial e Cultural a céu aberto.

O Comerciante na Zona Histórica terá de criar um novo paradigma
O Comércio Tradicional não tem as mesmas armas que as grandes superfícies. No entanto é imperioso modernizar a sua gestão e a sua organização para tornar a actividade mais profissional e fazendo aquilo que é fundamental: estar junto das pessoas para ir encontrar das suas necessidades e satisfações.
Para tal vou indicar 13 pontos que devem ser trabalhados do ponto de vista das competências pessoais e empresariais, para o crescimento do número de clientes:
1. Implementar uma visão do negócio e estratégias de médio e longo prazo, efectuando uma previsão dos rendimentos e encargos, analisando regularmente as vendas e projectando as compras em função do tipo de clientes. 
2. Comunicar de forma educada com os clientes e exigir que os funcionários tenham uma atitude de apoio ao cliente que vai comprar. Um sorriso e a criação de empatia são fundamentais.
3. Ter cuidados especiais com a loja e ou escritório, pois a imagem é o primeiro cartão de visita. Por isso a melhoria dos espaços de atendimento, a disciplina na organização, arrumação e limpeza são muito importantes.
4. O marketing é uma ferramenta de comunicação e vendas. O marketing não é só publicidade. Uma mensagem que se queira transmitir ao cliente deverá estar presente, nos meios de comunicação com os clientes, nos cartazes, sacos, anúncios e reclames, etc. As mensagens devem ser simples e objectivas para transmitir segurança e garantia ao cliente. Exemplo: Desde 1958 para o servir. Estamos on-line (indicação de endereço e contactos).
5. Preparar os seus colaboradores para conseguirem retirar mais resultados:
Lembrar-se que um cliente insatisfeito comentará a situação dela com amigos, razão por que uma má imagem esparramar-se-á para além do que você imagina. Por outro lado, se estiver preparado, juntamente com os seus colaboradores, para vender será mais provável que o cliente se identifique convosco, e assim compre mais produtos ou serviços.
Fazer surpresas aos clientes expondo aprazivelmente os produtos e serviços, e apresentando de forma eficaz os benefícios e o prazer que o cliente obterá com eles
6. Criar e normalizar processos de venda para que cada empregado atenda os clientes de mesma maneira
7. Estabelecer parcerias e complementaridades com outras actividades na mesma zona para criar o hábito de os clientes se deslocarem às lojas.
8. Criar uma Preposição Única de Venda, demonstrando a valia dos produtos e serviços e quais os benefícios que podem trazer aos clientes.
9. Não criticar os seus concorrentes.
10. Tratar os seus colaboradores como parceiros, dê-lhes responsabilidades.
12. Estabelecer os preços de venda em função dos seus propósitos de rendimento e efectuar constantemente uma análise dos dados contabilísticos.
13. Por fim aprender com os seus clientes:
·         Identifique os clientes correctamente:
·         Comunique permanentemente com eles;
·         A oferta que faz ao cliente deverá ser útil e apropriada com horários para os servir;
·         Pense nos interesses do cliente:
·         Fale pouco e escute bem os clientes, faça perguntas:
·         Tente perceber e entender as objecções do cliente, pois elas são a principal fonte de aproximação e a forma mais eficaz de conduzir à venda;
·         Promova a empatia. Aproxime-se emocionalmente do cliente;
·         Não discuta com o cliente;
·         Implemente um serviço pós venda.

Termino este artigo com uma frase que me acompanha sempre “Os empresários são como os atletas, também precisam de treino”.

Torres Vedras, 27 de Julho de 2012
Armando Fernandes
Business Coach